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8 hábitos necessários para aprender espanhol

8 hábitos necessários para aprender espanhol

Saiba o que fazem as pessoas que conseguem aprender espanhol rápido e se comunicar com fluência na língua, entender o que é falado e conversar com nativos.

Muitas pessoas tentaram aprender espanhol achando que era fácil por ser semelhante ao português, para logo encontrar um argentino ou um mexicano e descobrir que não era bem assim.

Por outro lado, também existem pessoas que conseguem se comunicar perfeitamente na língua, mesmo sem ter saído nunca do Brasil. O que diferencia estes dois grupos?

O que é que estas pessoas que falam espanhol com fluência estão fazendo de diferente?

Nas pesquisas de ensino / aprendizagem de línguas, existe um conceito interessante: o bom aprendente de línguas. Em inglês, the good language learner.

Desenvolvido nos anos 1974-75 por um grupo de especialistas do Centro de Línguas Modernas do OISE em Toronto, Canadá, o termo refere as estratégias de aprendizagem que utilizam os estudantes que têm sucesso no aprendizado do idioma estrangeiro.

Para ler sobre este tema em espanhol, segue este link.

Seguindo os hábitos do bom aprendente de línguas, e aplicando o conceito para o caso específico de quem tem o português como língua nativa, elaboramos estas dicas sobre 8 hábitos para você aprender espanhol com melhores resultados.

8 hábitos para aprender espanhol

1. Ter uma atitude positiva em relação à dinâmica do grupo.

O aprendente se integra na turma, sem sentimentos negativos de ansiedade ou inibição. Os colegas são vistos como parceiros no mesmo barco, todos se ajudando para atingir um objetivo comum. O ambiente de amizade e colaboração é essencial para reduzir as barreiras que dificultam a aprendizagem.

2. Aproveitar todas as oportunidades para usar o espanhol.

Filmes, leituras simplificadas (livros paradidáticos), contato com turistas, fazer amigos na Internet, são algumas das possibilidades para treinar a língua fora da sala de aula. Tente repetir algumas frases enquanto realiza tarefas cotidianas, como lavar a louça; pense e tente lembrar o vocabulário trabalhado nas últimas aulas, procure empregar as palavras novas em frases que tenham relação com a sua experiência, repetindo em voz alta.

3. Complementar o aprendizado buscando contato direto com falantes da língua espanhola.

A pessoa engajada no processo de aprender uma nova língua vai ficar naturalmente interessada em conhecer falantes nativos do idioma; é uma consequência lógica, pela curiosidade sadia sobre a cultura e o povo que é gerada durante as aulas. Este contato funciona também como teste, comprovando na prática as possibilidades reais de comunicação.

4. Desenvolver técnicas de estudo próprias.

Algumas pessoas utilizam o computador e classificam o material em pastas. Outras preferem escrever no papel, fazer um caderno de anotações, um registro de vocabulário, um portfólio de redações, etc. Quem utiliza um livro de texto pode utilizar canetas coloridas para marcar expressões importantes, fazer anotações nas margens do próprio livro para facilitar a localização, ou utilizar post it notes.  É importante saber o que funciona para você e desenvolver métodos de acordo com o seu estilo de aprendizagem.

5. Desenvolver a capacidade de análise necessária para perceber, categorizar e registrar os traços linguísticos da língua espanhola.

Aprendentes que manifestam sensibilidade para os sentidos das palavras e para a sua manipulação, gosto pela leitura e pela escrita, geralmente comunicam bem, oralmente e na escrita. Enquanto ouvem ou leem um texto, prestam atenção nas estruturas empregadas, na ortografia das palavras, comparando e contrastando as formas do espanhol com as do português.

Quem não tem esta capacidade desenvolvida, geralmente não presta atenção nos aspectos linguísticos quando lê; ou, muitas vezes, lê o texto fazendo a tradução para o português na sua cabeça. Depois, quando quer falar e produzir uma frase, não lembra como falar aquilo em espanhol, mesmo que recém tenha lido. Como não processa a língua em espanhol,  não observa a forma de construir as frases, e não guarda na memória o vocabulário.

Já o bom aprendente de línguas compreende que cada língua funciona com uma lógica diferente, que a construção das frases, as expressões idiomáticas e o uso do vocabulário respeita outras convenções e regras, que não as do português.

6. Saber monitorar os próprios erros.

Ser consciente das áreas de dificuldade, especialmente os erros recorrentes, e saber monitorar sua fala em função da reação do interlocutor, é uma habilidade essencial para quem aprende uma segunda língua. Durante um diálogo na língua alvo, ser capaz de  reconhecer quando algo não se encaixa, desvia-se do previsto ou é incoerente, ajuda a consertar possíveis erros de comunicação.

7. Estar disposto a experimentar e correr riscos.

A vergonha, a timidez e o medo de se expor são fatores dificultadores da competência comunicativa na língua alvo. As pessoas geralmente acreditam que estes elementos são traços da personalidade que não é possível mudar; porém, com o treinamento adequado e a conscientização da pessoa sobre a necessidade de mudança, é possível aprender a ser mais corajoso, vencer o medo e arriscar na língua espanhola.

Arriscar significa não ter medo de cometer erros, falar mesmo sabendo que a frase não está perfeita, e tentar usar diferentes recursos para se fazer entender. Empregue aquela palavra nova que aprendeu, mesmo que você ache que ela soa meio esquisito. Não tenha vergonha do seu sotaque. Algumas vezes as pessoas vão rir de você, e dai? Leve na boa, aproveite a aventura e ria das situações engraçadas que dan color a la vida.

8. Ter capacidade de adaptação nas diferentes condições de ensino/aprendizagem.

Fazer um curso de espanhol, individual ou em turma, online ou presencial, estudo autônomo, aprender lendo ou assistindo televisão, um programa de imersão na língua, turismo idiomático ou intercâmbio, morar em outro país… São muitas opções diferentes que existem para aprender línguas.

Cada situação ou modalidade de aprendizagem tem as suas características. O bom aprendente de línguas sabe identificar aquelas que melhor se adaptam ao seu estilo e necessidade, sabe combinar diferentes modalidades, e sabe se adaptar, aproveitando as vantagens de cada situação.

 

Esperamos que estas dicas sejam de utilidade. Você emprega alguma destas técnicas? Teria outras sugestões para acrescentar? O que funciona bem para você aprender espanhol?

 

 

 

 

 

 

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